Dia de pizza no STF? Minha opinião

Ainda há pouco o STF passou a despender mais esforços para libertar presos políticos, aliviar penas e mudar de opinião, fatalmente visando beneficiar (não só) Lula, através da criação de novos precedentes e argumentos para as defesas. Temos visto prisões convertidas em domiciliares, assim como empresários, políticos e comparsas sendo liberados. Além, é claro, da ameaça de revisar antigas decisões, claramente em prol de alguém que não é a Sra. Justiça.

Sabemos como os Ministros do STF podem ser parciais, vejamos, por exemplo, como algumas relações parecem claras: Alexandre de Moraes e PMDB; Gilmar Mendes e PSDB ou qualquer um que faça doações ao IDP; Lewandowski e PT; Dias Toffoli e PT; Marco Aurélio e a esquerda ou qualquer coisa que o coloque na mídia; Carmem Lúcia e aquele que souber pressioná-la. Claro, há questionabilidade entre todos os demais Ministros, porém, são mais discretos e difíceis de interpretar. É de conhecimento público que os interesses políticos predominantes são geralmente escusos, que a rivalidade nos holofotes é mero disfarce, também que a única dicotomia verificável no país é a dos políticos contra o povo. Ou seja, no STF, ao contrário do que possa parecer, há representantes do PMDB, PSDB e PT, que podem constituir um único bloco quando ameaçado o sistema através do qual imperam os referidos partidos, como em um pacto defensivo.

Em praticamente qualquer situação, Dias Toffoli, Lewandowski e Marco Aurélio são votos favoráveis garantidos para a esquerda, especialmente para Lula e o PT, além de iminentes solicitantes de vistas para dar tempo aos companheiros. Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também são prováveis solicitantes de vistas, como uma forma velada de exercer a hipótese do pacto defensivo. Há de se considerar que Lula já deixou de tratar Renan Calheiros como golpista, inclusive com agradecimentos, também já começou a dizer que Temer é vítima de tentativas de golpe da TV Globo, do Rodrigo Janot e da JBS, coisas que podem ser articulações para angariar a conivência de Alexandre de Moraes, supostamente alinhado ao PMDB. A chapa Dilma-Temer e sua absolvição pelo TSE são demonstrações de como PMDB e PT conseguem subjugar instituições tanto quanto se diz acerca do PSDB. Gilmar Mendes provavelmente votará em favor de Lula, já Alexandre de Moraes, a priori, contra. Neste julgamento, Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux são votos contrários a Lula. Cármen Lúcia sinalizava estar de acordo com o entendimento vigente, mas vem demonstrando fraqueza, seja por ceder às pressões de pauta da prisão em 2ª instância ou por “passar a mão na cabeça” de políticos, como recentemente fez com Aécio Neves. Celso de Mello e Rosa Weber são discretos, mas não têm dificuldades em contrariar decisões e posturas prévias, sejam próprias ou colegiadas. Desta forma, os votos de Cármen Lúcia, Celso de Mello e Rosa Weber decidirão o julgamento, podendo Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes nos surpreenderem negativamente.

Mesmo que o habeas corpus seja rejeitado, a sensação de justiça já está prejudicada pelos inúmeros reveses chancelados pelo STF. Como se não bastasse, há grande possibilidade de pedido de vistas e posterior mudança do entendimento sobre a prisão em 2ª instância, fortes indicativos de que não haverá punição adequada. Lula é criminoso e, como tal, merece e deveria estar preso. Se quisermos ver a justiça acontecendo algum dia, precisamos parar de ver a impunidade servida a alguém como pretexto para deixar mais alguém impune. Ademais, tudo é nítido reflexo da péssima educação, inepta legislação e irresponsável exercício do voto popular.

Imagem: Produção Ilustrativa/Política na Rede (www.politicanarede.com)

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