Educação, tecnologia e emprego

Pouco a pouco vamos ficando mais e mais reféns da educação, especialmente da profissional. Cada vez mais profissões ficam obsoletas e dão lugares às novas, de tecnologia. As que permanecem, por sua vez, são aquelas que de alguma forma convergem com a tecnologia. Vendo assim, percebe-se o Brasil rumo ao abismo.

Há quem acredite que tecnologia elimina empregos. O que não é verdade, pois, se tecnologias substituírem pessoas aqui, outras serão empregadas no projeto, desenvolvimento, montagem, manutenção, suporte, treinamento, transporte, venda e operação dessa mesma tecnologia. Mudanças são naturais, estranho é resistir a elas.

Por outro lado, elites culturais e políticas manifestam-se como se uma faculdade literária ou social, determinada visão de mundo ou método esgotasse tudo. Exprimem, tacitamente, que liberdade é compartilhar dessas idéias, não daquelas, distintas, como se isso não limitasse as escolhas e as liberdades alheias.

Não amadureceremos enquanto rejeitarmos a diversificação metodológica e doutrinária. Não avançaremos enquanto rejeitarmos as escolas técnicas. Não faremos progresso enquanto condicionarmos o mesmo ao estado. Não há liberdade se não houver opções. Não é democrático se não é diverso.

Aos que discordam, deixo estas perguntas: Um único método ou perspectiva satisfaz a tudo? Por quê condicionar um indivíduo em formação a atrasar sua profissionalização? Por quê a estatização da educação deve ser máxima? Pede-se ensino público gratuito, então, por quê não bolsas públicas na rede privada?